Violência nas escolas

     Uma pesquisa da UDEMO - Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo -, realizada no final do ano passado, mostra que 81% das escolas da rede pública estadual já sofreram algum tipo de violência.

     Entre os tipos de violência praticada contra os bens materiais, 52% das escolas sofrem depredações no prédio, 51%, arrombamentos, e 36% furtos. Da violência contra as pessoas, 84% das escolas sofrem por desacato e agressões físicas ou verbais a professores, 64%, desacato e agressões a funcionários e 49%, a Diretor. O uso de armas por alunos atinge 18% das escolas e as ameaças de morte a alunos, funcionários, professores e direção, 22%.
     O aumento da violência em relação aos anos anteriores também foi apontado por 44% das escolas. A indisciplina dos alunos também aumentou segundo 51% das escolas pesquisadas.
Entre os principais problemas referentes à família, apontados pelos diretores e Conselho de Escola, que levam os alunos à indisciplina, são a omissão dos pais, desagregação familiar, uso de drogas, desemprego e exclusão social. Com relação ao aluno, 32% acham que é a falta de perspectivas, descrença nas instituições, desinteresse pela escola, falta de identificação com os professores e com a escola.

 O Programa

     O "Programa Interdisciplinar e de Participação Comunitária para Prevenção e Combate à Violência nas Escolas" consiste em desenvolver ações educativas e de valorização da vida dirigidas às crianças, adolescentes e comunidade, que fortaleçam o vínculo entre a comunidade e a escola.
     Isso é previsto, no Programa, através da formação de Grupos de Trabalho vinculados aos Conselhos de Escola para atuar na prevenção da violência nas escolas, analisar suas causas e apontar possíveis soluções. O Programa prevê a formação de todos os integrantes do Grupo de Trabalho, aí incluídos o corpo docente, os servidores operacionais da rede de ensino bem como os membros da comunidade, para prepará-los para a prevenção da violência na escola. Os trabalhos podem ter o suporte de técnicos de todas as áreas, além do engajamento de entidades não governamentais.Este Programa também pode ser estendido a escolas particulares interessadas em uma parceria.
     "Este é um Projeto muito importante porque envolve não só os alunos das escolas, como toda a comunidade, entre pais de alunos, professores, funcionários e moradores dos bairros próximos, em ações em prol da própria comunidade", explica Hamilton Pereira. "Isso gera um vínculo de respeito com o espaço da escola, entre os membros da comunidade, a partir do convício social sadio, além de promover medidas sócio-educativas e sanar o problema de falta de opções de lazer, grande gerador de violência", conclui o Deputado.